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Henri Castelli no BBB 26: é normal ter crises convulsivas repetidamente?​

O ator Henri Castelli, 47, teve uma convulsão durante a primeira Prova do Líder do BBB 26 na manhã desta quarta-feira (14). Ele passou mal após 10 horas de resistência e recebeu atendimento médico em um hospital. No período da tarde, ele voltou para o confinamento, mas teve um segundo quadro convulsivo.

O funcionamento normal do cérebro requer uma descarga ordenada e coordenada dos impulsos elétricos, que possibilitam a comunicação cerebral com a medula espinhal, nervos, músculos e comunicações dentro do próprio cérebro. As convulsões acontecem quando essa atividade cerebral é interrompida. De acordo com o Manual MSD, cerca de 2% dos adultos têm uma convulsão em algum momento da vida.

Existem dois tipos de convulsões:

  • Epilépticas: não possuem um gatilho aparente e ocorrem duas ou mais vezes, sendo consideradas crises epilépticas ou epilepsia quando se tornam frequentes e estão associadas a distúrbios cerebrais, como AVC ou tumores;
  • Não epilépticas: costumam ser desencadeadas por uma doença reversível ou quadro clínico temporário que irrita o cérebro, como infecção, traumatismo craniano ou reação a um medicamento. Em crianças, a febre pode desencadear uma crise não epiléptica, chamada convulsão febril.

De acordo com Liz Rebouças, neurologista da UPA Vila Santa Catarina, unidade pública gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita, não é comum ter crises convulsivas repetidas. “Isso acende um alerta para investigarmos um pouco mais”, afirma a especialista à CNN Brasil.

“Se pensamos que esse paciente, por exemplo, estava em um jejum prolongado, teve uma crise convulsiva, corrigimos esse jejum e, mesmo assim, esse paciente volta a ter crise convulsiva, precisamos pensar em uma outra possibilidade diagnóstica, outra causa dessa crise convulsiva”, explica.

O que causa convulsões?

Segundo Carla Guariglia, neurologista do Hospital Samaritano Higienópolis, uma crise convulsiva pode acontecer em diferentes situações.

“Ela pode ser manifestação de um sangramento no cérebro, de um tumor cerebral ou de doenças infecciosas, como a neurocisticercose. Também existem situações transitórias que afetam o cérebro. Um exemplo é a desidratação extrema. Quando o paciente perde muito líquido, ele perde também eletrólitos, como sódio e potássio, que são fundamentais para o funcionamento do cérebro”, explica.

Situações extremas de calor, exercício físico intenso e sudorese excessiva também podem desencadear crises convulsivas, segundo a especialista.

“Existe ainda a epilepsia, que é uma doença neurológica específica, muitas vezes com componente genético ou hereditário, e que se manifesta por crises convulsivas recorrentes”, explica.

Ainda de acordo com o Manual MSD, pessoas com transtorno convulsivo estão mais propensas a ter uma convulsão quando:

  • Ficam sob excesso de estresse físico ou emocional;
  • Ficam embriagadas ou privadas de sono;
  • Param repentinamente de beber ou usar sedativos.

Com menos frequência, as convulsões são desencadeadas por sons repetitivos, luzes pulsáteis, jogos em vídeo ou até pelo toque em certas áreas do corpo. Em tais casos, a doença é denominada epilepsia reflexa.

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​CNN Brasil

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