O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou não temer uma eventual delação premiada do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O parlamentar disse, nesta quarta-feira (28), estar “tranquilo e calmo”.
“A ‘trambicagem’ hoje do Banco Master que bate em R$ 50, 60, 70 bilhões é um bando de falcatrua feita lá com BRB… vendendo título falso, não sei o quê. E tem muita gente debaixo da cama”, afirmou em entrevista à rádio “Giro Baiana”.
Wagner confirmou que tem relação próxima com o empresário Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga Lima”, que é ex-sócio de Daniel Vorcaro. O líder do governo, entretanto, disse que não tem “nenhum negócio com ele”.
Ainda na entrevista, ele afirmou não haver relação do núcleo petista na Bahia com o escândalo do Master. “Em relação a nós aqui, eu estou fora dessa confusão. Pergunta se tem algum dinheiro do governo da Bahia aplicado no Banco Master, como tem do Rio de Janeiro, do Amapá e de Brasília. Não tem uma banda de conto nossa”, afirmou.
O senador lembrou que, enquanto estava à frente da SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) do estado da Bahia, participou da negociação da “Cesta do Povo” e do “Cartão Cesta” a Guga Lima. Wagner explicou ainda que Vorcaro teria entrado no negócio somente depois, quando não havia mais vínculo com o governo do estado.
O líder governista confirmou também ter apontado o nome do ex-ministro Ricardo Lewandowski a Guga Lima para integrar o conselho de administração do Banco Master. “Não é que foi uma indicação minha, que eu não indiquei nada. Eles aqui vieram me perguntar para eu citar, como eu estou no mundo político, e eu disse: ‘Esse é um bom nome como tem outros’”, relatou.
Em novembro, o BC (Banco Central) decretou a liquidação do Banco Master. Na ocasião, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa também foram alvos da operação da Polícia Federal, que apura fraudes nas compras de títulos entre o BRB e o Banco Master.
CNN Brasil












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